Saiba mais sobre HPV

De acordo com as pesquisas realizadas entre 15% e 20% das mulheres de classe média com idade entre 20 e 35 anos e vida sexual ativa apresentam o HPV. 

Existe mais de 100 tipos diferentes, a maioria não causa nenhum sintoma e desaparece sem tratamento. Cerca de 30 tipos de HPV afetam a área genital, provocando mudanças nas células de revestimento do colo do útero.

A contaminação ocorre essencialmente durante as relações sexuais, pelo contato genital. A partir daí, o vírus se instala no interior de uma célula da vagina ou da vulva para conseguir sobreviver. Pode ficar ali, em estado latente, sem causar nenhum sintoma, ou então provocar lesões. 

Os sinais mais característicos são pequenas verrugas que surgem na região dos lábios genitais. Às vezes, ocasiona coceira, corrimento e ardência, além de dor ou desconforto nas relações sexuais. Sua presença no interior da célula inviabiliza o processo de divisão celular (renovação do organismo)
provocando o surgimento de células defeituosas, levando ao câncer.

Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação em determinadas situações, como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada. Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. 


Mais de 90% das vítimas de câncer de colo do útero possuem o HPV. O tipo de câncer feminino mais freqüente no Brasil é o tumor de colo uterino.

A infecção prevalece nas mulheres abaixo de 25 anos, isso porque aproximadamente 32% delas iniciam a vida sexual antes dos 14 anos e não se previnem durante a relação. O HPV não tem cura, porém o quanto antes for diagnosticado pode ser controlado

As vacinas são importantes para proteger o organismo contra a doença, porém, não são todos os tipos de HPV que a vacina abrange. Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso que se tomem alguns cuidados como:
• Manter cuidados higiênicos;
• Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
• Usar preservativos durante toda a relação sexual;
• Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.

É importante ressaltar que a imunização não substitui os exames de rotina para a detecção do câncer e que as mulheres que a recebem devem continuar com sua rotina preventiva.