| ESSA
VILÃ CHAMADA DOR DE CABEÇA
A
dor de cabeça e a enxaqueca são bem mais comuns do que se pensa,
e o pior: elas atacam mais as mulheres. Não há cura para esse mal,
mas tratamentos preventivos e uma alimentação adequada podem amenizar
o problema. Em primeiro lugar, é
preciso definir o que é cefaléia e o que é enxaqueca. Cefaléia
é qualquer tipo de dor de cabeça. Calcula-se que mais de 90% da
população do Brasil teve ou terá cefaléia em algum
dia de sua vida. Em cerca de 50%, a dor de cabeça é freqüente.
Os dois tipos mais comuns são a enxaqueca e a cefaléia do tipo tencional.
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Esta é causada por tensão ou contração de alguns grupos
musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face. Já
a enxaqueca é o tipo mais grave, pois a dor é mais forte e vem acompanhada
de náusea, vômitos, aumento da sensibilidade à luz e aos sons,
o que em geral obriga o paciente a permanecer em repouso interrompendo as atividades
naquele dia. A montanha russa hormonal, que vai da primeira menstruação
até a pós-menopausa, é o que faz com que a enxaqueca se manifeste.
Nas mulheres, as crises são mais freqüentes e duradouras, principalmente
no período menstrual. Para cada homem, teremos três mulheres com
a moléstia. Isso ocorre porque os hormônios ovarianos femininos são
potentes desencadeadores de enxaqueca. O problema atinge a faixa etária
dos 20 aos 50 anos, atrapalhando a mulher m seu período mais produtivo.
Somente na gravidez e após a menopausa, os hormônios ficam mais estáveis
e o problema se aquieta. Além das alterações hormonais,
há outros fatores que podem desencadear a terrível dor. Os mais
relatados são (aproximadamente em ordem de freqüência): alterações
emocionais (tanto as más quanto as boas), permanecer longos períodos
sem se alimentar, estresse, cansaço e determinados alimentos, como chocolate,
queijos, vinho, cerveja e frutas cítricas. A enxaqueca é
considerada crônica quando ocorre mais de 15 dias por mês há
alguns meses. A dor normalmente é latejante, de apenas um lado da cabeça
e vem acompanhada de enjôos. O quadro costuma ser agravado com a prática
de exercícios físicos e a presença de cheiros fortes, luminosidade
ou barulho. Enxaqueca que não tem cura, pois se trata de uma doença
neurológica e hereditária. Mas os especialistas indicam o tratamento
preventivo, assim como o controle da alimentação. A prevenção
consiste em medicações diárias que procuram impedir o aparecimento
de crises, que podem surgir a qualquer momento. Porém menos de 5% das mulheres
recorrem à prevenção, por falta de conhecimento.
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